• Adriana de Castro

O medo de engravidar depois dos 40


Cuidados na gravidez depois dos 40

Muitas mulheres sofrem com angústia e pressão por acharem que têm obrigação de engravidar antes dos 35 anos. Esse medo é real? Até que ponto engravidar depois dessa idade pode causar problemas para mãe e filho? Quem esclarece essas dúvidas é a #ginecologista e #obstetra, Dra. Gabriela Schettini Innecco (ginecologia.innecco@hotmail.com), em entrevista à jornalista Vera Jardim:


A chance da mulher com mais de 35 anos engravidar é muito menor comparado ao da mais nova?

- “Nos dias de hoje temos observado uma tendência da mulher moderna para deixar o sonho da maternidade para mais tarde. Porém, sabe-se que quanto mais tarde a mulher demorar a tentar engravidar, menor será sua fertilidade; ou seja, uma mulher de 30 é mais fértil do que uma de 35 e, aos  40, essa fertilidade cai mais ainda”.


Por que a segunda gestação da mulher após os 35 anos é menos delicada do que a de uma que nunca teve filho.  Isso é verdade ou mito?


“É mito. Para a mulher que terá seu primeiro bebê após os 35 anos, podemos dizer que para ela tudo é novidade, desde as alterações no seu corpo, até a ansiedade de receber e amar um filho, um sentimento também novo. E para a mulher com mais de 35, que já tem outros filhos, não tem mais muita novidade, apesar da cada gestação ser única”.


Se a mulher pensa em engravidar após 35 anos, ela deve começar a tomar cuidados quanto tempo antes? Deve tomar ácido fólico, por exemplo?


- “ Sim,  tomar ácido fólico pelo menos 3 meses antes de tentar engravidar e ter seus exames de rotina em dia para saber se está apta para engravidar”.


Durante o #prénatal quais os exames são necessários?


“ Existe uma rotina  de pré-natal - solicitada por todos os médicos - que incluem hemograma completo, glicemia, Tipagem sanguínea, Sorologias para Sífilis, Rubéola, Toxoplasmose, HIV, Citomegalovirus, Hepatite B, Hepatite C, TSH, Exmae de Urina, Exame de Fezes, USG Osbstétricos (incluindo os Morfológicos de primeiro e  segundo trimestre)”.


A senhora indica fazer exame do líquido amniótico? Quais os riscos?


“A  análise do líquido amniótico, que chamamos de amniocentese e pode ser feita por diferentes motivos, geralmente é solicitada quando se precisa rastrear anomalias cromossômicas e distúrbios genéticos. Não é um exame solicitado de rotina por ser invasivo, correndo-se um risco, embora pequeno, de abortamento ou parto prematuro".


A mulher cima de 35 anos precisa de cuidados especiais no pré-natal?


-“Na  minha opinião, a mulher com mais de 35 anos não pode deixar de fazer os Ultrassons morfológicos de primeiro e segundo trimestres e, se tiver alguma alteração em algum desses exames, deve fazer o acompanhamento em um pré-natal de alto risco para ver as necessidades pertinentes com cada caso, como realizar cordocentese (exame do cordão umbilical) e amniocentese, entre outros exames específicos".


Há exagero na divulgação das estatísticas? Até que ponto o risco de uma mulher gerar uma criança com problema de saúde aumenta após os 35 anos?


- “Não há exagero. Realmente o risco vai aumentando. Tudo está relacionado à idade dos óvulos da mulher. Os óvulos têm a idade da pessoa, pois foram formados intra-úteros, então, vão envelhecendo. Porém, quando a mulher realiza o primeiro morfológico, entre 11 e 14 semanas de gestação e o exame está normal, esse risco cai drasticamente”.


Qual conselho a senhora daria às mulheres que estão acima dos 35 anos e sofrem por ainda não conseguirem realizar o desejo de ser mãe?


_ “O primeiro conselho é tentar. Até um ano de tentativa, por vias naturais, é normal. Se não acontecer, deve procurar a ajuda de um especialista, no caso, um esterileuta (especialista que cuida da infertilidade masculina ou feminina)”.



Ginecologista e Obstetra, Gabriela Schettini Innecco

© 2018 Adriana de Castro Comunicação. Todos os direitos reservados @sermaedepois dos 40 SP- Brasil

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